Hoje (21.dez) não foi o dia “D”, da invasão da Normandia, mas foi o meu “mais-longo-dos-dias” até agora. D’uma lapada só fiz o ilhatur completo: subi nas dunas, andei por todas as praias, passei no Pontal do Gino, na restinga, campos de futebol, fui ao farol São João, a Bate-Vento, ao dormitório dos Guarás e ao Memorial do Rei Sebastião. Ufa, cansa só em falar! Pense num cabra macho – alias, machucado – dói tudo, parece o day-after da minha subida ao mirador das Torres del Paine no Chile. Lá passei três dias sem andar direiro, aqui tá quase prá isso. Como foi muita coisa acho melhor usar o velho estilo “Jack o Estripador”, ou seja, vamos por partes.
Acordei com raios do sol rompendo o teto de palha. Assim:
Usando o super-ultra-hiper sensível sensor infra-vermelho da minha poderosa câmera desvendei a estrutura de palha.
Como as dunas invadem e derrubam as casas, tudo é bem rústico: as paredes ou são de tábua ou de palha pois de tempos em tempos eles tem que mudar a casa de lugar. Somente a escola e a central elétrica são de alvenaria. Olha só o pitoresco armário do meu quarto:
E a janela, então, nem se fala:
Por fora as janelas também são de palha, seguindo este modelo. Puxando uma cordinha ela baixa-levanta.
A sala de jantar é bem simples, mas aconchegante. O piso é de barro batido.
A pousada tem um banheiro interno comum aos hóspedes. Os nativos usam geralmente banheiros externos.
Esta é a fachada da pousada. Na ilha tem uma outra pousada que fica diante do “porto”, cujo dono mora em São Luís e um gerente administra aqui na ilha.
Notem no detalhe caprichoso da entrada – o estrado de madeira para tirar um pouco da areia dos pés, um toldo para que você possa parar um pouco protegido do sol quente para fazer a limpeza e um saco para colocar o lixo que trouxer da rua.
A entrada da pousada do Hélio é bem protegida – olha só o tamanho da guardiã. Isto também me remeteu a Canoa Quebrada: em frente à pousada "Pulo-do-Gato" também havia uma cobra enorme na qual eu coloquei meus óculos de sol e quase o perdi - lembra Álvaro?
O artesanato do Hélio é sofisticado, olha só o detalhe da “maquiagem da cobra”!
Em frente à pousada eles ergueram uma simpática “pracinha” com um banquinho a caráter.
A lavanderia pode ser usada pelos hóspedes. Não dá para passar 15 dias longe de casa e levar toda a roupa necessária no minúsculo bagageirinho do carro, né? Eu não tou somente “pousando” prá foto não – tou realmente lavando a roupa.
E o modelito, gostou? Isto é a melhor parte quando a gente está numa minúscula ilha ou numa praia remota: sandália japonesa, calção, camiseta e chapéu. Quer uma visão mais detalhada?
Na sala tem uma foto dos pais da Marluce – o pai albino (filho-da-lua) e a mãe de pele bem escura. Houve um época que a ilha chamava a atenção dos pesquisadores por conta da alta concentração de albinos. Ví vários, mas dizem que sua concentração baixou. Um detalhe, apesar de ser filha de albino, Marluce não é albina nem nenhum dos seus filhos nem netos. Não perguntei quanto a irmãos, irmãs ou sobrinhos.
Bom, vou fazer uma pausa para almoçar. Oh, céus, nãoooooooo !!!! Ccamarão de novo!! Nhammmmm


















mmmmm...eu tbem quero....
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