segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cururupú

Êba, ôba, viva ... chequei vivo em Cururupú, pense num lugar longinho! Ontem dirigi 11 horas seguidas.

Desta vez viajei com um rastreador. Ele transmite ao vivo, via satélite, minha localização.

Logo em Trindade, no final de PE, uma cena impressionante: uma grande boiada sendo conduzida ao longo da BR230. Quem quiser (e puder) que tire seu carro da frente. Eita brasilzão de Pai Tomaz, Preto Velho e Pai Vicente!

Como diz o povo: "Em terra de muito coco babaçú abunda!"  E como abunda, viu? Tem em todo canto!

As queimadas são uma constante, de vez em quando a estrada fica totalmente por fumaça.


O que dá pena é ver dezenas de animais mortos atropelados ao longo das estradas. Foi feito o desmatamento recentemente e eles não sabem o que fazer.

O clima de tranquilidade é impressionante!

Eu nunca tinha visto este modelito de caminhão com dois eixos na frente. Não é cavalo mecânico não, é uma traquitana feita em um caminhão comum.

Em Cururupú tive a sorte de ficar na pousada TravesCia, do Jorge Dino. Pela manhã quase que não saio de lá - pense num cara prá ter uma conversa boinha. Esta marombinha, por exemplo, consta do acervo que mantém no seu casarão e, como todas as peças, tem uma estorinha: Um belo dia chegou, de barco, um circo em Turiaçu (cidade a trocentas léguas de distância). Para auxiliar na divulgação eles lançaram um desafio: mediante o pagamento de uma módica taxa de participação, quem levantasse este peso (mais de 50Kg) com uma só mão, ganhava charutos, dinheiro e bebida. Muitos tentaram, mas só um descendente de Libanês realizou a façanha logo no primeiro dia. O dono do circo desafiou se havia outro homem tão forte na cidade. Mandaram vir então de Cururupú um baixinho, que gastou de três a quatro dia atravessando as dunas a cavalo. O homem foi chegando e foi logo levantando mais alto que o outro. O dono do circo enrolou no pagamento e o cara levou a maromba como vingança. Este baixinho era nem mais nem menos que o avô do Jorge, que herdou a peça. Dá prá ver que Jorge está todo "espremido" com a força que tá fazendo, e o avô dele deve estar morrendo de vergonha lá no céu por ver que seu netinho precisa das duas mãos para levantar aquilo que ele fazia somente com uma. Ah! O desafio permanece: quem conseguir levantar com uma só mão não paga a hospedagem - até hoje só dois conseguiram. Lógico que eu nem tentei - só de olhar a coluna doía.

O casarão tem mais de 100 anos. O avô e o pai nasceram lá. Olha alguns detalhes:

Olha só o lustre do salão do Jorge - feito todinho de babaçú (num disse que lá abunda)


Agora estou em Apicum-Açú. Esta é uma visão da chegada ao porto.

E este é o porto de Apicum-Açú. Apinhado de barcos de pesca.

Este é o barco Comandante Robert, do Mário. Praticamente é só ele que faz a travessia. A não ser que você frete um barco (R$ 400,00) ou pegue uma carona (paga) com pescador.

2 comentários:

  1. Querido pai, hoje consegui acessar, parabéns, está ótimo o seu blog.

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  2. EM CURURUPU HOSPEDE-SE NA POUSADA TRAVÉS'CIA!!!
    Junto ao Fórum.
    https://www.facebook.com/157846697607638/photos/a.340049052720734.77670.157846697607638/780066492052319/?type=1

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